
Saudações Matosinhenses!!
Após um ano, mais ou menos, volto para comentar aquilo que foi o campeonato do nosso Grande Clube.
Há muito a dizer de facto. Para mim (e para a generalidade do universo Leixonense), o verdadeiro filme que foi este ano tem dois protagonistas, a saber: Carlos Oliveira, pela má gerência, contrariando tudo o tinha vindo a fazer até á altura e pela permissividade e conivência que teve ao longo da temporada com Augusto Inácio, colocando a nú a sua falta de pulso para comandar a nau. Sinceramente, fico a pensar como teria sido a época com a única contratação de que ninguem se lembrou: um director desportivo que compensasse a tal lacuna futebolística de Carlos Oliveira.
Mas tambem temos o treinador/agente desportivo/vice-presidente, Augusto Inácio. Parece que ainda o estou a ver, impávido e sereno, enquanto a equipa somava péssimas exibições, umas atrás das outras. Prevísivel, incompetente, mau líder. Não foi seguramente a melhor escolha por parte de C.O., criando expectativas elevadas aos adeptos, colocando imediatamente a equipa sob uma enorme pressão para ganhar a tudo e todos desde o primeiro minuto, reduzindo logo aí muitas das nossas hipoteses. Inácio, esta Instituição, o facto de A representar, ja constitui por si uma tremenda pressão, para quê colocar pressão extra nos ombros de homens que já têm de se preocupar em dar o melhor lá dentro? Preferia chegar ao fim dos 90 minutos com uma derrota mas sabendo que demos o nosso melhor, do que perder e nem sequer tentar honrar a camisola que vestem. Tambem não tivemos o factor sorte do nosso lado, é verdade, mas a raça e o querer têm de ser incutidos e fomentados pelo líder e nesse aspecto o A.I. falhou redondamente. Foi notório o "frete" que alguns jogadores (pagos a peso de ouro, para a realidade da liga orangina) tiveram de fazer. Corram com os Félixes e os Dyegos Souzas (jogadores de A.I.) e continuem com a política de recrutamento dos escalões jovens do final de temporada, que já tiveram oportunidade de mostrar o que valem e sinceramente, venham muitos como estes, já integrados no plantel, seguramente nos darão muita alegrias no futuro. Penso que nem vale a pena comentar questões tácticas, porque tantas adaptações, alterações de rotina, lesões e ínumeras indefinições só poderiam levar á qualidade futebolística que se viu.
Agora, e pragmáticamente falando, tanta juventude tem tambem de ser contrabalançada com experiência, que possuímos, mas não em quantidade suficiente. Nuno Silva. A caminho dos 36 anos de idade, seguramente com contactos no mundo do futebol que se poderiam tornar bem vantajosos, bem enraizado na nossa realidade, poderia eventualmente, tornar-se no "Homem do futebol" Leixonense. Alternativas Portuguesas e de qualidade não faltam para colmatar a vaga deixada pelo "nosso" capitão. Há no entanto uma "limpeza" a fazer no balneário. Fábio Espinho, Oliveira, Félix, Dyego, Danilo, Feliciano, Laranjeiro e Lucas Precheski são claramente menos-valias e principais candidatos á saída. Sub-rendimento foi a palavra de ordem deste pequeno grupo que contagiou os restantes para niveis medíocres e nunca demonstraram vontade nem tão pouco qualidade para envergar uma camisola tão linda, mas ao mesmo tempo tão pesada.
O futebol do Leixoes precisa de ideias novas, jogadores novos e com outra atitude, uma direcção forte, que traga os Adeptos novamente ao Mar, cumpra os seus compromissos, adaptando-os á realidade actual e uma liderança inequívoca no balneario. Se colocarmos tudo isto num frasco e agitarmos, quando abrirmos sairà seguramente um belíssimo aroma a vitória (no sentido de ganhar, claro...) e successo. Levantar a moral das tropas, incutir um sentimento de vingança pela época que agora finda, ganhar tem de ser o unico objectivo nas mentes leixonenses (Adeptos incluídos, claro!), porque o nosso lugar não é este.
Para terminar, só me apetece dizer que invariavelmente, a partir de julho, lá estaremos todos, nem que seja a feijões, para apoiar a nossa verdadeira religião. Vamos ser o 13º jogador e não o 12º, defender este nome e esta camisola, com tudo o que tivermos, até ao ultimo dia das nossas vidas.
Leixões S.C. para sempre.
Excelente texto!
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